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Leve sabor

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Os sons da flauta são como as palavras Se proferidas rudemente, soam estridentes e irritantes causando desconfortos e afastamentos Agravando os ouvidos Se leves sopros em harmonia adocicam os ouvidos Tem uns gostos agradáveis Suaves em uma melodia Doces como o mel mais puro para a alma amargurada. Lorena Barreto Fonte da imagem:  http://wikimediafoundation.org/wiki/File:Flautade3cerca.JPG

Não manifesto

Não quero que os meus poemas sejam morfemas presos ao papel Quero que sejam formas presas livres na mente do leitor Não quero que os meus poemas sejam um amontoado de palavras desafinadas feitos os violões empoeirados num canto qualquer E nem melosos demais Iguais aos agudos amargos da flauta doce Não quero ser poeta máquina que fabrica poesias para vender no mercado Não quero ter poemas insossos que não despertam apetite poético Quero que os meus poemas sejam modo temporais para que chovam sensações e pensamentos (re)flexivos Quero neles exalar o bom perfume que um dia fora em mim derramado. Lorena Barreto

Escrever poesia...

" Aos olhos dos  outros, um homem é poeta se escreveu um bom poema. A seus próprios, só é  poeta no momento em que faz a última revisão de um novo poema. Um  momento antes, era apenas um poeta em potencial; um momento depois, um  homem que parou de escrever poesia, e talvez para sempre. "   W. H. Auden

Código Morse

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Palavras mal interpretadas fazem mal ao coração Encenam e caem Levando a dança dos sentimentos ao fim de um espetáculo. Lorena Barreto Fonte da imagem:  http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Starptautiskais_Morzes_kods.GIF

Um minuto de silêncio à amizade

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Não verei o seu rosto frio Quero guardar em minha memória o seu último sorrir e sua voz à mim O choro pelo triste desfecho, parece-me absurdo custo a acreditar que não o verei mais e a sua risada sincera não mais ouvirei Derramam-se as minhas lágrimas De pesar está cheio o meu ser A saudade, aperta o coração, dói Adeus ao amigo de infância Lorena Barreto Imagem: www.creativemyk.com

Retrato do avesso

Tenho pressa, tenho pressa, tenho pressa... Cada um por si Cada um ao lado Ao centro do próprio umbigo Cada um em seu lugar Cada um no seu quadrado Tenho pressa, tenho pressa, tenho pressa... Se você cair sinto muito vais ficar no chão Não tenho tempo para ser bonzinho fazer uma boa ação Não posso nem perder tempo falando sobre os meus projetos Time is money! Tenho pressa, tenho pressa, tenho pressa... Pai, preciso conversar com o senhor desculpe meu filho estou muito atarefado Mande um e-mail para mim, se der tempo eu abro Tenho pressa, tenho pressa, tenho pressa... Ah, essas melancólicas atitudes de um coração que virou máquina perdeu a noção do que é essencial do que dá sabor à vida de Quem é a razão do existir Esqueceu o que é o amor! Agora só gira em torno de si! Lorena Barreto

A menina dos meus olhos

Com os olhos no passado Vejo uma jovenzinha Tão forte Tão frágil Tão sem rumo Quantas feridas... Quantos desprezos... Quantas...tristezas Lágrimas Traumas em sua alma dilacerada pelos complexos Isso tudo suportava Quase não aguentando Inundada era por um mar de rancor Sempre disfarçando tudo por um belo sorrir Mas a história da menina mudou Quando abriu a porta de sua vida Àquele conhecido pelos cravos Com os olhos no presente Vejo a mesma jovenzinha Já não é mais aquela Agora já não sozinha Quantas alegrias... Quantas felicidades... Inundada pela paz Curada pela Verdade Quando chora sorri porque sabe que não está abandonada Que as dificuldades são momentos passam e que suas lágrimas serão degraus para a sua felicidade O amor divino agora a envolve a inunda e a faz derramá-lo para aqueles que estão vazios Para conhecerem também a Vida. Posso resumir quem ela é... Feliz. Lorena Barreto